©André Frutuôso/ SDR
Oficinas do Gosto
Laboratórios para crianças e oficinas do gosto com cozinheiras e cozinha, para descobrir sobre novos ingredientes e preparos. Confira a programação. Se inscreva para receber a lista de ingredientes, assim você pode se preparar com antecedência pra aprender fazendo.
14h
Mesa de Abertura
Georges Schnyder, Wilson Dias, Dionete Figueiredo e Bela Gil

A esperada abertura do Terra Madre Brasil 2020, que volta a acontecer no país depois de 10 anos, conta com a presença de importantes atores do movimento Slow Food: Georges Schnyder, presidente da Associação Slow Food do Brasil; Dionete Figueiredo, agricultora, líder e representante da Fortaleza do Baru; Wilson Dias, diretor da SDR/CAR, correalizadora do evento; e Bela Gil, militante do Slow Food e grande defensora do acesso ao alimento bom, limpo e justo para todos.

1h
16h
Ferramentas de Reconhecimento do Patrimonio e da Cultura Alimentar
Marcelo Broggio e Marcos Rabelo, com mediação de Thalita Kalix

Nesta conversa, representantes de diferentes instituições trarão olhares sobre o patrimônio cultural alimentar em suas diversas dimensões que vão de sistemas agrícolas tradicionais à cozinhas regionais. Os participantes irão apresentar possibilidades e instrumentos de inventário, registro e salvaguarda dos patrimônios culturais relacionados à alimentação e suas expressões culturais associadas. Será uma oportunidade para reflexão do papel do Estado e da sociedade civil para a promoção da gestão compartilhada de bens culturais ligados à história e memória alimentar do Brasil.

1h30
18h
Cultura Alimentar e seus Desdobramentos
Tainá Marajoara, Célio Turino e Mariana Gontijo, com mediação de Lina Luz

Num mundo cada vez mais comoditizado, fica evidente a necessidade de se pontuar e valorizar a cultura alimentar como expressão identitária de diferentes povos e da relação com seu território. Nessa conversa, atores de diferentes segmentos da sociedade vão debater caminhos de garantir e perpetuar as culturas alimentares brasileiras a partir de suas experiências e olhares.

1h30
19h30
Show – O Amor é um Ato Revolucionário
Chico César

São quase 25 anos desde que lançou Aos Vivos, seu primeiro disco, Chico César segue surpreendendo público e crítica a cada novo trabalho. Neste show, o irrequieto cantautor apresenta O Amor É um Ato Revolucionário, seu nono disco, um comentário robusto de suas vivências político-sociais, no convulsionado momento brasileiro dos últimos anos. Além dele, seguidores mais próximos certamente reconhecerão músicas novas, compostas durante a pandemia, e ainda, hits consagrados de sua carreira.


Chico César é compositor, cantor, jornalista e escritor, Chico nasceu em Catolé do Rocha, interior da Paraíba. Sua obra condensa o infinito cordão umbilical que o une às suas raízes e explicita a irreverência, a criatividade e a poética, características de sua trajetória. Autor de sucessos consagrados pelo público, como "Mama África" e "À Primeira Vista", o paraibano tem nove álbuns lançados, sendo o último deles O Amor é um Ato Revolucionário, em 2019.

1h
17h30
Oficina do Gosto Bioma Caatinga
Bruna Moreira e Denise Cardoso, com mediação de Marcelo Terça-Nada

Aula de cozinha utilizando alimentos da sociobiodiversidade do bioma Caatinga, bioma exclusivamente brasileiro, cujo nome vem do tupi (mata branca). Umbu, maracujá da caatinga, licuri, queijo coalho, mas principalmente as raças nativas de caprinos e ovinos e as técnicas de conservação ligadas à manta de bode serão o foco principal da oficina. Após a aula com cozinheira Bruna Moreira, nascida no interior da Bahia na região do semiárido, seguirá um bate papo com a a Denise Cardoso, originária de comunidade tradicional de Fundo de Pasto de Caladinho, interior de Curaçá, Bahia, hoje presidenta da Cooperativa Coopercuc, que integra as Fortalezas do Umbu e do Maracujá da Caatinga, com a mediação do pesquisador Marcelo Terça-Nada. A atividade acontece online e proporciona uma oportunidade de bate-papo com o público, aproximando-o da cultura alimentar do semiárido brasileiro.

1h
14h
Comunidade que Sustenta a Agricultura: Coprodutores em Ação
Wagner Ferreira dos Santos, Claudia Vivacqua e Rafael Coimbra, com mediação de Thaissa Aragão

Comunidades que Sustentam a Agricultura e Slow Food Brasil se unem nessa roda de conversa para compartilhar suas estratégias de fortalecer e valorizar uma cadeia produtiva em que os produtores e os consumidores caminham juntos, sendo ambos responsáveis por fomentar produção e consumo de alimentos saudáveis que respeitam os ciclos naturais e o trabalho do produtor.

1h30
18h
Segurança Alimentar e Nutricional: Perspectivas Intersetoriais para um Mundo em Mudança
Valeria Pascoal e Lígia Amparo, Patrícia Gentil, com mediação de Maria Emilia Pacheco

O reflexo das crises socioambientais na qualidade de vida e na segurança alimentar da população se agrava com a pandemia, evidenciando a necessidade de novos pactos intersetoriais. Os participantes dessa conversa trarão reflexões e perspectivas no combate à fome e à má alimentação diante de um mundo em mudança.

1h30
19h30
Show de Chico Nogueira
Chico Nogueira

Chico Nogueira é de Taubaté, SP, mas construiu boa parte da sua trajetória artística no Centro Oeste do Brasil. Músico autodidata, participou, juntamente com Brás da Viola, da criação da primeira orquestra de viola caipira do país, em 1991. Em 1999 tocou com a Cia. Carroça de Mamulengos, e em 2000, criou o grupo Mambembrincantes. Com este grupo, cantou, tocou, arranjou, compôs a maior parte das músicas e produziu seus quatro discos. Chico participou de filmes e documentários nacionais, é autor de espetáculo de teatro de mamulengos, coordenou projetos, dirigiu espetáculos e se apresentou em diferentes lugares do país e fora dele. Em 2016 lançou seu primeiro álbum solo, Chico Nogueira Viola e Vós. Atualmente é jurado do programa Seja você do SBT no interior de São Paulo, dá aulas de viola caipira, e de teatro de rua no Distrito Federal.

1h
13h30
Oficina do Gosto Bioma Pantanal
Paulo Machado e Jairo Arruda, com mediação de Sara Campos

Aula de cozinha utilizando alimentos da sociobiodiversidade do bioma Pantanal (farinha de anastácio, queijo nicola, guavira, entre outros), seguida de troca conhecimento entre o cozinheiro Paulo Machado fundador do Instituto Paulo Machado em Campo Grande e autor do livro Cozinha Pantaneira, o agricultor Jairo Arruda, agricultor familiar e militante do movimento cooperativista da agricultura familiar, com a mediação da jornalista Sara Campos. A atividade acontece online e proporciona uma oportunidade de bate-papo com o público, aproximando-o da biodiversidade e da cultura alimentar pantaneira.

1h
17h30
Oficina do Gosto Bioma Amazônia
Carlos Alberto Ruffeil, com mediação de Juliana Araújo

Aula de cozinha com o Carlos Ruffeil, co-fundador do Ponto de Cultura Alimentar Iacitatá, que conta com uma cozinha revolucionária e 100% agroecológica, que preparará o piray, prato a base de filé de dourada, peixe fresco de rio, passado na farinha de carimã, na banha de porco, acompanhado de pirão de farinha d'água (de produção do Mestre Bené, da Fortaleza Slow Food de Farinha Bragantina), derivados de mandioca, maniçoba moqueada (maniçoba preparada a lenha e com técnicas de moquém pelas mulheres da Comunidade Slow Food Chicano), tacacarana (um preparo encantado caruana, que consiste em uma mistura de jambu, goma de mandioca e tucupi) com arroz Terra Livre, produzido pelo Movimento Sem Terra. Na sequência, o público poderá participar de um bate-papo entre o próprio cozinheiro Carlos Ruffeil e uma agricultora local (a confirmar), mediado pela comunicadora popular Juliana Araujo. A atividade acontece online e proporciona uma oportunidade de conhecimento da cultura alimentar amazônica bem como sua biodiversidade (cubiu, tucumã, tacacá, mingau de mucaja, farinha bragantina e açaí) e dos desafios enfrentados pelos povos da floresta, na defesa de territórios ameaçados pela grilagem.

1h
14h
Slow Food na Defesa da Sociobiodiversidade e Cultura Alimentar Baiana: compartilharmento de experiências das Fortalezas da Bahia a partir do trabalho coletivo e de base
Fortalezas Slow Food da Bahia, Reveca Cazenave-Tapie, com mediação de Pedro Xavier da Silva

Esta roda de conversa, mediada pela equipe do projeto “Slow Food na Defesa da Sociobiodiversidade e Cultura Alimentar Baiana”, objetiva fortalecer a rede de Fortalezas Slow Food da Bahia. As Fortalezas fazem parte de um programa promovido pelo Slow Food, liderado por coletivos de agricultoras e agricultores, que visa o desenvolvimento territorial a partir da *conservação de alimentos, valorização de técnicas tradicionais e salvaguarda de ecossistemas ameaçados. Com participação de seis Fortalezas existentes e uma em fase de articulação, o encontro promove o compartilhamento de experiências, entre os grupos e para a audiência geral, sobre o trabalho coletivo e de base (organização social, associativismo e cooperativismo) a partir de alimentos da sociobiodiversidade.

1h30
16h
Empoderamento de Jovens Indígenas e Suas Comunidades para a Defesa e Promoção do Patrimônio Alimentar
Reinaldo Kiriri, Tuchaua Josibias Sateré-Mawé, Sigliane Michiles e Claus Reiner (FIDA), com mediação de José Guedes e Reveca Cazenave-Tapie

Esta roda de conversa, mediada pela equipe do projeto “Empoderamento de Jovens Indígenas e suas comunidades para a defesa e promoção do patrimônio alimentar ”, com a participação de um representante do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola - FIDA, apoiador do projeto, objetiva divulgar a experiências e resultados de ações articuladas com dois povos indígenas, os Kiriri (BA) e Sateré-Mawé (AM), entre 2017-2020. O projeto priorizou a formação de jovens indígenas na salvaguarda da biodiversidade local e da cultura alimentar, por meio de uma série de encontros de troca de experiência. No caso do povo indígena Kiriri, a formação tem contribuído para a gestão de conhecimento e sistematização do processo produtivo da farinha de mandioca e seus derivados num Protocolo de Produção. No caso dos Sateré-Mawé, as atividades têm contribuído para a inserção da produção agroecológica das comunidades indígenas no programa de alimentação escolar local.

1h30
18h
Manejo Agroecológico da Sociobiodiversidade
Natal João Magnanti, Marlene Borges e Eduardo Alfredo Morais Guimarães, com mediação de Gabriel Menezes

Alternativas de Manejo Agroecológico da Sociobiodiversidade, que conciliam saberes tradicionais e científicos com respeito aos ciclos naturais, vêm se destacando por permitir formas mais gentis de lidar com a terra promovendo a conservação da biodiversidade e da variabilidade genética. Na perspectiva agroecológica, se cuida da terra para colher vida, garantindo uma produção saudável para todos. Nessa conversa, termos a apresentação de três experiências de uso e manejo de recursos da sociobiodiversidade de diferentes regiões do Brasil.

1h30
19h30
Slow Food no Filme – Dois Riachões: Cacau e Liberdade
Paty Moll (diretora), Felipe Abreu (diretor), Teresa Santiago (Dois Riachões), com mediação de Alexandra Duarte (Slow Food no Filme)

O Slow Food no Filme é uma iniciativa de ativistas do movimento Slow Food Brasil que se apresenta como exibição de filmes acompanhada de debate, inspirados no Slow Food on Film, festival promovido pelo movimento, na Itália. Se concretiza em diversos formatos como sessões pontuais, seriadas e mostras, de fácil itinerância e replicabilidade. Busca a condição multidimensional da alimentação, da comida enquanto ato político, poético, ecológico, sociocultural, de saúde e subsistência, pensando em difundir e popularizar a interação entre o cinema e o cenário que ele retrata.



Lançamento

Este curta documental dirigido por Fellipe Abreu e Patrícia Moll apresenta a história do pré-assentamento Dois Riachões, que fica no Baixo Sul da Bahia. A comunidade produtora de cacau conseguiu conquistar terra, liberdade e independência financeira depois de viverem por gerações em situação análoga à escravidão. Através da Reforma Agrária, do resgate do sistema Cabruca e de capacitações em agroecologia por diversas instituições, entre elas o Slow Food Brasil, seus cerca de 150 moradores hoje plantam alimentos para a subsistência e produzem amêndoas de qualidade que são vendidas para grandes marcas. Em 2020, Dois Riachões comemorou a finalização da sua própria fábrica e em breve terão seu próprio chocolate.

1h
13h30
Oficina do Gosto Ecossistema Mata das Araucárias
Rosane Radecki de Oliveira e Daniela Carneiro Máximo de Oliveira, com mediação de Giselle Miotto

Aula de cozinha que apresenta a biodiversidade da Mata de Araucárias, com particular ênfase no sistema de criação agroecológica do porco moura, que se alimenta de pastagem, raízes e frutas nativas, mas também de pinhão. Após a aula, acontece uma troca conhecimento entre a cozinheira Rosane Radecki, há 38 anos dona do restaurante Girassol, e a produtora rural Daniela Carneiro, especialista em Agroecologia e graduada em Medicina Veterinária, que integra a Rede Ecovida de Agroecologia e a Fortaleza do Pinhão da Serra Catarinense, com a mediação da Giselle Miotto, educadora e facilitadora da rede Slow Food Brasil.

1h
15h30
Oficina do Gosto Bioma Pampa
Israel Dedea dos Santos e Ariana Helena de Oliveira Maia, com mediação de Luisa Tavares

Aula de cozinha com Israel Dédea dos Santos, utilizando alimentos da sociobiodiversidade do bioma Pampas (ovelha crioula, butiá e erva mate), seguida de troca conhecimento entre Dédea dos Santos, dono do restaurante Champenoise Bistrô em Pinto Bandeira e co-fundador do projeto Seiva - Agrofloresta, e a produtora de erva mate Ariana Maia, co-fundadora da Caravana da Erva-mate, ponto turístico que proporciona uma vivência única em torno da cultura da erva-mate, com a mediação da jornalista Luiza Tavares. A oficina levará o público participantes a conhecer um pouco do bioma do Pampa, palavra de origem aimará e quéchua, que significa "planície", que se estende por diversos países da América do Sul, incluindo grande parte do Rio Grande do Sul, caracterizado pela influência do processo migratório europeu, que teve início no século XIX, na cultura alimentar.

1h
17h30
Oficina do Gosto Cervejas Artesanais Brasileiras
Gustavo Martins, Dailson Andrade Santos e Carol Oda , com mediação de Priscila Pessôa

Apresentação das diferenças entre os métodos industrial e artesanal de produção da cerveja, e desafios postos em termos de acesso aos ingredientes no Brasil, a partir de duas experiências de produção artesanal no estado da Bahia, a MinduBier e a Gravetero, cerveja artesanal de umbu, produzida pela Coopercuc. Na sequência bate-papo sobre consumo cervejas artesanais no Brasil com a especialista em mercado de bebidas Carol Oda, e por fim degustação comentada de duas cervejas artesanais, mediada pela sommelière e presidenta da Associação de Cervejeiros Artesanais - ACERVA da Bahia, Priscila Pessôa.

1h
14h
Bahia Produtiva
participantes a confirmar
1h30
16h
Comida de Terreiro
participantes a confirmar

A presença das folhas, das ervas e da comida ganham significado espiritual no terreiro. As religiões de matriz africana ressignificam a relação com a natureza e nos apontam caminhos para entender o papel dessa cosmovisão na constituição de uma comida apropriada e situada culturalmente. Essa mesa pretende compartilhar saberes e abordagens a partir de experiências simbólicas nos terreiros, nossos verdadeiros terroirs.

1h30
18h
A Resistência das Mulheres Negras: Alimento que Resiste, Alimento que Conecta
participantes a confirmar, com mediação de Maria Conceição de Oliveira

As mulheres negras resguardam um saber culinário que se confunde com a trajetória própria de uma comida que nasce no seio da Diáspora. Constituições das diferentes culturas negras se fundem à mística que a comida preparada e comercializada sobretudo por mulheres promove. Essa mesa nos permite pensar, a partir dos ofícios do fazer culinário feminino negro, sobre como a comida diaspórica resiste nas cozinhas e nas ruas e conecta pessoas e histórias.

1h30
13h30
Oficina do Gosto Ecossistema Mangue
Fabrício Lemos, José Carlos Bezerra (Zeca), Iraildes Almeida Santana (Deda), com mediação de Caco Marinho

Aula de cozinha com o Fabrício Lemos utilizando peixes e mariscos catados do manguezal da Ilha de Itaparica, na Baía de Todos os Santos, Bahia. Na sequência, bate papo entre o Fabrício, que é dono dos restaurantes Origem e Ori junto com Lisiane Arouca, em Salvador-BA, a Deda, marisqueira e presidenta Repescar, que reune 400 famílias entorno de práticas sustentáveis na captura de mariscos, e o Zeca, engenheiro de pesca com mais de 20 anos de trabalho junto a comunidades pesqueiras no Nordeste do Brasil. A atividade acontece online e proporciona uma oportunidade de conhecimento da cultura alimentar da Baía de Todos os Santos, bem como de sua biodiversidade (aratu chumbinho, lambreta, ostra, siri, sururu) e conta com a mediação do cozinheiro e ativista do GT Slow Fish/Pesca Artesanal Caco Marinho.

1h
15h30
Oficina do Gosto Cacau e Chocolates brasileiros
César de Mendes e Luciano da Silva Ferreira, com mediação de Bel Coelho

Essa oficina faz parte da programação especial em homenagem ao Dia da Consciência Negra. Nela a cozinheira Bel Coelho, do premiado restaurante Clandestino e apresentadora do programa Receita de Viagem (TLC Discovery) dialoga com o Cesar Mendes, produtor de chocolate de origem amazônica De Mendes e ativista Slow Food no Pará e Luciano da Silva, do Assentamento Dois Riaçhões, que integra a Fortaleza do Cacau Cabruca do Sul da Bahia. Depois de uma contextualização sobre a produção de cacau e chocolate de origem no Brasil, seguirá um bate papo descontraído, levando o público a refletir sobre os aspectos socioambientais ligados à produção e consumo de chocolate. Durante a oficina, o público será convidado a degustar o chocolate que estará disponível com antecedência para compra pela plataforma do evento.

1h
17h30
Oficina do Gosto Universo dos Vinhos Naturais
Gabriela Monteleone e Marina Gallian, com mediação de Marina Santos

Apresentação das diferenças entre os métodos industriais, artesanais e naturais de produção, e sensibilização sobre os desafios postos pela legislação atual para produção de vinhos naturais no Brasil, a partir da experiência de Marina Santos, enóloga e produtora de vinhos naturais em Pinto Bandeira/RS, e Marina Gallian, engenheira agrônoma e também produtora de vinhos naturais em Bento Gonçalves/RS, seguida de contextualização sobre consumo vinhos naturais no Brasil, e por fim degustação comentada de dois vinhos naturais, mediada pela sommelière Gabriela Monteleone.

1h
11h
Diálogos do Terra Madre Brasil – Alimentando Pandemias
Betta Recine, Soledad Barruti e Paulo Artaxo

Obesidade, desnutrição, colapso climático e a pandemia do novo coronavírus não são apenas grandes problemas de nosso tempo, mas são consequências de um sistema focado na mercantilização da natureza e dos alimentos em nome do mercado. Nesta conversa buscamos trazer reflexões sobre grandes problemáticas globais que comprometem nosso futuro.

2h
14h
Contratempos à Beira-Mar
Tatiana Cardoso, Arivaldo "Aripescador" de Souza Santana, Alana Casagrande, com mediação de Patrícia Sunye

A pesca artesanal é uma atividade complexa do ponto de vista cultural e ecológico e, no entanto, é também vulnerável às crises ecológicas que afetam tanto zonas costeiras, como as águas interiores. No contexto nacional, sucessivos impactos ambientais têm atingido este setor, que luta para se manter enquanto atividade tradicional e de garantia da segurança alimentar de muitas comunidades. Nesta roda de conversa, diferentes atores da pesca artesanal irão relatar seus desafios e estratégias que o mantém resilientes.

1h30
16h
Direito de Comer e Aprender: Alimentação na Educação de Escolas Públicas
Rafael Arantes, Mariana Santarelli e Marina Vianna, com mediação de Juliana Dias

Nessa roda de conversa, os participantes irão expor diretrizes, possibilidades e olhares para a promoção da alimentação adequada e saudável em escolas públicas. Irão discutir a importância da oferta de alimentos saudáveis, da educação alimentar e do olhar integral para o contexto alimentar promovido nas escolas.

1h30
13h30
Oficina do Gosto Bioma Mata Atlântica
Ana Soares (Mesa III) e Tamie Hammermeister Nezu (Associação de Bananicultores de Ubatumirim - ABU), com mediação de Kenia Bahr (Bióloga)

Aula de cozinha utilizando alimentos da sociobiodiversidade do bioma Mata Atlântica, com enfoque na polpa da juçara, ministrada pela cozinheira e educadora Ana Soares, seguida de trocas conhecimento entre Ana e Tamie Nezu, agricultora familiar agroecológica na Comunidade Tradicional Caiçara do Sertão do Ubatumirim, com a mediação da bióloga Kenia Barbosa. A atividade acontece online e proporciona uma oportunidade de bate-papo com o público, aproximando-o da riqueza da frutas nativas e da cultura alimentar da Mata Atlântica paulista.

1h
15h30
Oficina do Gosto Meis de Abelhas Nativas
Rodrigo Bellora (Valle Rústico), Salete Perin Uczai e Benedito Antônio Uczai (AMAMEL), com mediação de Carlos Demeterco

Apresentação das diferenças organolépticas entre o mel de abelha com e sem ferrão e degustação comentada de méis de abelhas nativas pelo cozinheiro, agricultor e pesquisador Rodrigo Bellora, dono dos Valle Rústico (Vale dos Vinhedos) , Guaraipo (Farroupilha/RS) e Tubuna - Cultura Gastronômica (Bento Gonçalves), acompanhada de bate papo de contextualização sobre as abelhas nativas no contexto brasileiro, moderado pelo Carlos Demeterco, zootecnista e mestre em agricultura no trópico úmido e facilitador da rede Slow Food Brasil, com destaque para as raças de abelhas nativas catalogadas na Arca do Gosto, e compartilhamento de experiências de Salete Perin Uczai e Benedito Antônio Uczai, agricultores familiares e criadores de abelhas nativas en Mandirituba/PR, co-fundadores da Associação dos Meliponicultores de Mandirituba (AMAMEL), debate e sensibilização do público sobre os desafios postos pela legislação atual para produção de mel de abelhas nativas no Brasil.

1h
17h30
Oficina do Gosto Drink
Agenor Maccari (Porto Morretes - a confirmar) e André Sá Fortes (Gin Yvi), com mediação de Neli Pereira
1h
11h
Diálogos do Terra Madre Brasil – Outros Caminhos Possíveis
Tiganá Santana, Jera Guarani, com mediação de Frei Betto

Comida, natureza e sociedade estão interligadas e apontam para caminhos de inspiração e resiliência. Outros modos de viver e se organizar trazem aprendizados para a sociedade capitalista ocidental. Esta conversa é um convite à partilha de outros olhares, tendo a centralidade do alimento como premissa.

2h
14h
Economia Solidária, Turismo de Base Comunitária e Desenvolvimento Territorial
Jackson Bauman (Acolhida na Colônia), Fernando Rangel (Horizontes Ecológicos), Nardelio Ernesto Jacinto, com mediação de Humberto Oliveira (IICA)
1h30
16h
Juventude de Comunidades Tradicionais e Povos Originários entre o Campo e a Cidade
Mateus Tremembé, Amaury Juruna e Renatinha Peixe-Boi, com mediação de Jerônimo Villas-Boas

Troca de experiências entre jovens lideranças de comunidades tradicionais do Brasil, dividindo com o público do Terra Madre reflexões sobre a motivação da juventude rural em seguir lutando pelos seus territórios, resguardando e renovando o conhecimento de seus antepassados e delineando novos caminhos e estratégias para a resiliência da cultura alimentar nessa era em que o ponteiro do relógio parece andar mais rápido que tempos atrás.

1h30
19h30
Show – Solo
Alessandra Leão

Aparentemente sozinha no espaço. Aparentemente, não se engane. Solo é o novo show de Alessandra Leão, percussionista, cantora e compositora, nascida em Pernambuco. Solo é sobre origem, sobre caminho, sobre caminhar e sobretudo sobre não estar só.


No repertório, músicas do Nordeste do Brasil, tradicionais e de compositores como Odete de Pilar e Zé Neguinho do Coco. Cirandas, cocos, toré, pontos e chegança, além de algumas composições da artista. A direção artística e de Alessandra Leão, direção musical em parceria com Caçapa e direção cênica de João Batista Júnior e roteiro assinado pelos três.



Alessandra Leão é compositora, cantora e percussionista, nascida em Pernambuco. Grande admiradora e pesquisadora da cultura popular, foi uma das fundadoras da banda Comadre Fulozinha, banda de mulheres que cantavam e tocavam o cancioneiro popular nordestino. Em 2006 iniciou sua carreira solo e de lá, são oito álbuns lançados até o elogiado Macumbas e Catimbós, de 2019, indicado ao Grammy Latino. Nesses 20 anos de carreira, Alessandra atuou ao lado de diversos artistas e se apresentou pelo Brasil e pelo mundo. Hoje circula com shows de diferentes projetos e ministra aulas de canto e de ilú, tambor usado nos terreiros de Xangô e Jurema, em Pernambuco.

1h
13h30
Oficina do Gosto Bioma Cerrado
Ana Paula Boquadi e Madalena Soares, com mediação de Ana Paula Jacques

Nessa oficina, a educadora, cozinheira, e proprietária do restaurante BuritiZen, Ana Paula Boquadi, irá ensinar como preparar um brownie de jatobá com baru e sorvete de cajuzinho do Cerrado. Em seguida Ana Paula e Madalena Soares, extrativista que trabalha há 6 anos com a colheita de frutos do Cerrado brasileiro, trocam conhecimentos sobre a sociobiodiversidade do bioma Cerrado e sua cultura alimentar, com a mediação da professora doutora Ana Paula Jacques. A atividade acontece online e proporciona uma oportunidade de bate-papo com o público.

1h
15h30
Oficina do Gosto Queijos Artesanais de Leite Cru
Lídia Zandona, Luciano Carvalho Machado e Francisco Nogueira Neto, com mediação de Katia Karam

Apresentação do modo artesanal de fazer queijo de leite cru, a partir do trabalho desenvolvido pelo GT Slow Food Queijos Artesanais e das experiências dos produtores Luciano Carvalho Machado, produtor de queijo canastra em MG e da produtora Lídia Zandona, de queijo colonial de SC. Com este debate queremos sensibilizar o público para a importância deste patrimônio alimentar que representa o modo de vida de milhares de produtores/as de todo Brasil.

1h
17h30
Oficina do Gosto Slow Drinks Transformando Ingredientes e Biomas
Caio Bonneau, Yvens Guerreiro Penna, Marcelo Pereira, Maurício Campos, Roberto Merlin, Fabio Hasegawa e Isadinha Bello Fornari
1h
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Terra Madre Brasil 2020

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